5. Mau uso dos recursos . Não faz nenhum sentido gastar por ano US$60.000 do dinheiro de Deus enviando um estrangeiro com sua família para viver como missionário em um país pobre onde centenas de cidadãos locais foram chamados por Deus para alcançar seu próprio povo, e não têm nenhum sustento pessoal. Qualquer um deles já conhecendo as línguas locais, pode ser dez vezes mais efetivo do que um estrangeiro. Eles estão ansiosos para servirem ao Senhor com US$600 ou menos anualmente, porque vivem no mesmo nível econômico dos que vão alcançar com o Evangelho. Em muitos países o sustento de um estrangeiro pode suprir o sustento e as necessidades ministeriais de 50 missionários nativos. Por esta irracionalidade podemos ser tão arrogantes e orgulhosos em imaginar que um estrangeiro, não conhecendo o idioma, é mais útil à causa de Cristo nos países pobres que 50 cidadãos residentes no país que aprenderam o idioma desde criança?
6. Expansionismo Carnal, Sectário e Denominacional das Organizações Missionárias Cada agência missionária está realizando seus próprios projetos, quase sempre competindo com as organizações cristãs nativas nos países mais pobres. Com a ambição de expandir seus territórios, missionários executivos vão além mar e empregam os obreiros dos ministérios nativos. Assim, excelentes obras são praticamente varridas por estes ministérios. Centenas de institutos bíblicos nativos e outras escolas dirigidas por missões nativas têm sido prejudicadas ou destruídas pela aparição de "estrangeiros ricos" que competem com as escolas das redondezas. Contratam os professores e atraem os estudantes das escolas dirigidas pelos cristãos locais. Pequenas igrejas em áreas pioneiras são geralmente divididas e desmoralizadas por estrangeiros que se mudam para sua vizinhança e plantam ministérios competitivos, geralmente com uma doutrina peculiar ou usando uma isca material para atrair os membros das igrejas esforçadas que já estavam lá anteriormente.
Como vou explicar mais tarde, muitos outros aspectos das missões estrangeiras precisam de reforma, além destes poucos exemplos brevemente mencionados aqui. Se quisermos conhecer a vontade de Deus e receber Suas bênçãos, mudanças precisam ocorrer. Mas, como um conhecedor da história, estou consciente de que o povo das igrejas tende a resistir às mudanças, porque nos sentimos mais confortáveis com nossas tradições do passado. É certo que a oposição vai ser grande, mas creio que aqueles que estão dispostos a pagar o preço de falar abertamente a favor desta reforma serão aqueles que irão contribuir mais para o cumprimento do propósito eterno do Senhor.