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 Liderando por 50 anos  

No início do trabalho com os Estudantes Internacionais Inc., eu patrocinei muitas conferências para estudantes cristãos de países pobres, comumente chamados "os dois terços do mundo". Nos foros abertos e discussões, muitos destes estudantes cristãos expressaram horrores que os missionários americanos estavam fazendo em seus países. Eu não posso mencionar todas estas coisas neste artigo, mas espero documentar isto em um livro que será publicado futuramente.

Basta dizer que finalmente, por volta de 1960, começamos a ser o porta-voz dos nossos irmãos de outros países. Dedicamos uma publicação do nosso folheto informativo para falar da necessidade de mudar a maneira de realizar o trabalho missionário. A resposta foi sem precedentes. Aquele papel foi duplicado milhares de vezes e enviado aos confins da terra. Centenas de cartas chegaram. Metade delas elogiando-nos pela coragem de falar sobre esse tema e outra metade condenando-nos por ousarmos mencionar as coisas negativas dos nossos missionários.

Nossa sede ficava em Washington, onde eu estava sempre em contato com o líder das Associações Evangélicas de Missões Estrangeiras. Ele me repreendeu por dizer coisas negativas sobre o trabalho de missões estrangeiras porque, segundo ele, ainda que sejam corretas elas podem desestimular alguns irmãos de enviar recursos. Ele me fez entender claramente que alguns líderes da Associação Evangélica de Missões Estrangeiras (EFMA - sigla em inglês) estavam bem preocupados com o conteúdo da nossa publicação. E, quando eu me encontrasse com eles nas conferências missionárias eles iriam sempre expressar diretamente seu desagrado.

Por outro lado, recebi muitas cartas e telefonemas elogiando as coisas que disse. Um missionário de uma missão para o interior do Sudão escreveu: "Eu cheguei à mesma conclusão que você depois que cheguei da África". Nossos patrocinadores mais entusiasmados eram líderes do trabalho autóctone na Ásia, África e América Latina. Muitos deles viram seus ministérios chegar ao fim por causa dos americanos ricos que apareceram para competir com eles, contratando seus obreiros, dividindo suas igrejas e levantando Escolas Bíblicas do outro lado da rua onde tínhamos as nossas para atrair os estudantes e professores.

O que veio depois deste conflito poderia nos ter despedaçado, mas Deus estava conosco. Nós éramos um corpo em Cristo com nossos irmãos das missões tradicionais, e também com nossos irmãos além-mar cujos trabalhos tinham sido ferido pelas operações das missões coloniais. Estávamos determinados a andar em amor com os servos de Deus de ambos os lados. Mas, alguns líderes das missões coloniais e outros proeminentes evangélicos não nos permitiram isto.

O pregador de uma rádio de Washington disse em seu programa que a Estudantes Internacionais Inc. negava a "Grande Comissão". Eu fui a vê-lo imediatamente porque eu o amava e o respeitava como meu irmão em Cristo. Mas, ele rejeitou minha disposição de ter comunhão com ele, pedindo-me que saísse de sua casa e me disse: "Eu vou lutar contra você". E lutou mesmo, atacando-nos freqüentemente em seu programa de rádio e em seu boletim informativo. Mas, nós nunca lutamos com ele. Somente continuamos a amá-lo e orar por ele para que Deus o perdoasse. E assim fizemos com todos os que nos atacaram. Tínhamos muito cuidado em nunca fazer comentários negativos sobre pessoas específicas ou trabalho. Falávamos somente em termos gerais.

Ao mesmo tempo, a ISI tinha dois ministérios. Recrutávamos missionários nativos entre os estudantes nos Estados Unidos e sustentando financeiramente aqueles que retornavam aos seus países para proclamar o Evangelho e plantar igrejas entre os povos não alcançados. Os destruidores ataques verbais eram diretamente dirigidos às duas operações criando difíceis problemas entre nós. Hal Guffey, Diretor de campo da ISI, recrutou o pastor de uma igreja denominacional para ser nosso obreiro entre os Estudantes Internacionais na área de Pittsbugh. Como o pastor era bem conhecido e amado pelas igrejas da sua denominação, ele esperava que muitas delas ajudassem o ministério da ISI. Mas, o líder da junta de missões estrangeiras espalhou o boato que eles não deveriam se envolver com esta organização. Este novo recruta da nossa equipe, de repente se viu rejeitado por seus antigos amigos e associados. Parecia que a ISI não teria sucesso em envolver as igrejas americanas se continuássemos pregando uma mudança na maneira de realizar o trabalho missionário além-mar.

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porque nós amamos os irmãos...

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