Eu e minha irmã tínhamos uma excelente amizade. Lembro-me bem dos nossos segredos, do acordo silencioso e, daqueles momentos que juntas nos ajoelhávamos em oração.
Estar em sua presença era como descansar sob a sombra de uma grande árvore. Eu me sentia confortável e aceita. Era comum encontrar-nos caminhando juntas numa rua bem movimentada de uma cidade do Sri Lanka, rindo tranqüilamente, envolvidas num mundo onde tudo era bom e seguro.
Eu nunca esquecerei o dia em que fomos fazer compras na barulhenta cidade de Nugegoda. Esperei de um lado da rua enquanto ela entrou numa loja de tecidos. Observei os pedestres por alguns minutos, até que notei uma mãe bem jovenzinha com duas crianças pequenas pedindo esmolas na calçada.
Elas estavam sujas e vestidas de trapos. Os olhos de umas das pequeninas se encontraram com os meus. Ela correu em minha direção e me olhava com expectativa. A única coisa que eu tinha era uma bolsa de doce, a qual lhe entreguei, estendendo a mão. Sua face iluminou-se de uma forma tal que me surpreendeu.
De repente tive a vontade de levá-la pra casa, dar-lhe um banho, alimentá-la e vestí-la com roupas limpas. Mas, meu desejo se foi rapidamente quando me lembrei de todas as coisas que tinha pra fazer.
Quando eu era criança, minha mãe sempre me dizia que minha vida não pertencia a mim mesma. Na verdade, pertencia a Jesus. Ela me dizia que eu deveria perguntar-Lhe o que fazer com minha vida. Mas, eu não podia compreender um Deus que pedia tanto de mim.
Meu conflito interior continuou até que descobri que cada pessoa é única para Deus e que Ele tem planos para cada um de nós, antes mesmo da criação do mundo.