O cristianismo começou a criar raízes quando centenas de missionários dedicados trabalhavam por todo país estabelecendo igrejas, institutos bíblicos, hospitais, casas de repouso e orfanatos na segunda metade do século XIX.
Muitos chineses eram fortemente contra a infiltração da religião "estrangeira", e tentavam limpar a nação de todos os estrangeiros. Deste modo iniciou a abominável Rebelião de Boxer em 1900, que resultou no massacre de milhares de cristãos.
Os sacrifícios daqueles mártires estimularam muito o crescimento da igreja nos anos que se seguiram, e o número de cristãos cresceu rapidamente no início de 1900. Um intenso período de crescimento seguiu à invasão japonesa em 1937, assim como o ataque de Peal Harbor em 1941.
Quando Mão Tse Dong assumiu o comando da China em 1949, o país abrigava não menos que 800.000 cristãos. Quando o governo comunista expulsou 6.000 estrangeiros do país em 1950, os verdadeiros cristãos se uniram para apoiarem-se mutuamente, não mais divididos pelas várias denominações "ocidentais". Até hoje os chineses resistem ao denominacionalismo.
A severa perseguição aos cristãos teve seu apogeu durante a Revolução Cultural de 1966 a 1976. Os guardas vermelhos, que na sua maioria eram adolescentes, se rebelavam contra qualquer coisa que representasse autoridade, educação e religião. Muitos torturaram e mataram cristãos, os ricos e até mesmo seus professores e pais.
Quando as igrejas tradicionais fecharam, muitas crentes denominacionais se uniram ao movimento da igreja clandestina.
Não é provável que o CCP tire seus regulamentos repressivos contra os cristãos, mas o número crescente de evangélicos confirma que os oficiais do governo irão progressivamente ser menos capazes de vigiar estritamente os crentes chineses.
Enquanto isso, os cristãos que se recusarem unir-se às igrejas aprovadas pelo governo, ou contaminarem sua fé acrescentando falsas doutrinas ao currículo das Escolas Bíblicas, precisam de nossas orações e ajuda para comprar Bíblias e apoiar os institutos bíblicos clandestinos. Os cristãos chineses têm arriscado tudo para servir a Cristo. Não nos esqueçamos deles.