O grupo Mon foi derrotado pelos birmaneses em 1757, mas continua sendo perseguido. Hoje em dia, a maioria dos Mons é descendente dos fugitivos de Burma. O ministério de Tun trabalha com este grande grupo não alcançado, onde menos de 1% aceitou a Cristo como Salvador e também com outras minorias étnicas no seu país.
A educação de Tun foi interrompida quando ele estava na 5ª série, quando os japoneses invadiram Burma na II Guerra Mundial. Mas, a guerra não o impediu de continuar estudando a Palavra de Deus.
"A Bíblia foi meu professor, minha companhia, meu tudo", disse Tun.
Depois da guerra ele retornou para a escola por mais dois anos. Ao mesmo tempo tocava violão em um conjunto musical para ajudar a sustentar sua família.Então, Tun fez um curso técnico de aviação e depois formou-se em Engenharia. Ele estava ganhando bastante dinheiro, quando sentiu o toque em seu coração para servir ao Senhor a tempo integral.
"As pessoas pensavam que eu fosse louco por deixar o meu trabalho", Tun disse, "Mas, para mim era um privilégio servir ao Senhor".
Tun e sua esposa fundaram o "Testemunhar de Cristo", um ministério novo que funcionava apenas com um velho Ford. Com este veículo, os Tuns visitavam as casas e compartilhavam o evangelho, levavam as crianças para a Escola Dominical e os enfermos para o hospital.
Para os que não podiam pagar pelo sepultamento de um membro da família, o carro dos Tuns virava um rabecão. Muitas vezes, os budistas também pediam que enterrassem seus mortos. Tun fazia o caixão e pregava o evangelho nos sepultamentos, aproveitando a oportunidade da morte e a necessidade de um salvador.
Para se sustentarem, Tun e sua esposa criavam galinhas. Cada ovo era selado com as letras "WFC" e rapidamente ganharam popularidade por toda aldeia e áreas vizinhas.
"As pessoas juravam que os ovos com aquelas letras tinham um gosto melhor", Tun relata.
Tun dirigiu o velho Ford com os pneus carecas por quase cinco anos, até que um amigo, inesperadamente lhe deu US$150 para a compra de 4 pneus novos.