Nada pode impedí-lo de levar as almas perdidas a Cristo.
Fé. Muitas vezes era apenas o que Carlos Perez* levava consigo em suas jornadas na selva da Colômbia.
Perigos escondidos nos arbustos e em quase cada esquina do caminho, mas apesar da ameaça, ele seguia em frente, acompanhado por quatro irmãos em Cristo.
O ataque aconteceu num segundo, mas parecia como se as coisas estivessem se movendo lentamente enquanto ele entrava num esconderijo, deslizando pela lama sob a folhagem.
Ele viu quando um dos cinco assaltantes, que surgiu do nada, tirou seu facão e o levantou bem alto. O som dos momentos que se seguiram é algo que estará em sua mente para o resto da sua vida.
A lâmina cortou o ar. e depois a cabeça de um dos amigos de Perez.
O barulho parecia como o da casca de um ovo sendo quebrada ao lado de uma frigideira. O sangue jorrou da cabeça daquele irmão - que ainda vivo, gritava em agonia. Perez pôde ver a parte cinzenta do cérebro do seu amigo.
O ocorrido não era estranho para o tipo de perigo que Perez enfrenta diariamente na Colômbia. Ele tem sido ameaçado, espancado e roubado. Ele tem testemunhado, sem poder fazer nada, outros em seu ministério sendo seqüestrados ou assassinados por grupos militares ou das guerrilhas. Quando ele tinha 14 anos, terroristas mataram seu pai. Perez, determinado em se vingar, se uniu ao exército com 21 anos de idade.
Aos 24 anos, casou-se com Rita. Apenas alguns dias depois, ele foi diagnosticado com epilepsia e hospitalizado por causa do seu comportamento agressivo. A cura milagrosa de Perez, depois que um pastor orou por ele, foi a semente que brotou uma grande fé na sua vida e construiu um dinâmico ministério.
"Eu era invencível", ele disse.
*Seu nome foi trocado para proteger sua identidade.