Outras medidas aprovadas em 1996 e em 2000 permitiram o CCP determinar as qualificações dos pastores, limitar a comunicação dos crentes uns com os outros em várias partes do país e inspecionar as reuniões.
O estado também tem o direito de determinar se as doutrinas das igrejas são válidas. Em alguns casos, os oficiais locais têm convidado os crentes para fazerem o registro e então prendê-los por estarem envolvidos em atividades religiosas "ilegais".
Os cristãos que decidem pelo registro são vigiados constantemente pelos oficiais do governo. Mas a maioria decidem não se registrar-se. Na verdade, as igrejas nas casas não registradas são muitos mais em número que as registradas.
O número estimado de igrejas não registradas é superior a 90 milhões - quase 7% da população da China - comparada com 20 milhões que freqüentam as igrejas patrocinadas pelo governo.
Os membros das igrejas não registradas congregam-se normalmente nas casas dos crentes, assim como nos celeiros, fábricas ou cavernas. As reuniões são realizdas em secreto e poucos estranhos podem visitá-los. O local das reuniões muda constantemente.
Durante a Revolução Cultural, os guardas vermelhos confiscaram e queimaram as Bíblias. Os cristãos chineses ainda não recuperaram essa perda.
Alguns que conseguiram esconder suas Bíblias, copiaram-nas a mão para que outros pudessem ler. Hoje, cópias da Palavra de Deus são escassas e é a maior necessidade dos cristãos chineses. A maioria das igrejas clandestinas somente possuiem uma Bíblia.